quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Problemas periodontais podem afetar a fertilidade feminina



Uma pesquisa da Universidade do Oeste da Austrália sugere que uma higiene bucal precária é tão ruim para a fertilidade de uma mulher quanto a obesidade, fazendo com que elas demorem em média dois meses a mais para engravidar.
Mais de 3,5 mil mulheres participaram do estudo, e aquelas com problemas de gengiva apresentaram níveis elevados de marcadores para inflamação no sangue. A pesquisa foi apresentada durante uma conferência sobre fertilidade na Suécia e, segundo os pesquisadores, mulheres com gengivas doentes precisaram de sete meses para conceber, comparados com o prazo considerado normal, de cinco meses.
De acordo com os pesquisadores, a causa pode estar ligada à doença periodontal, e senão for tratada, pode desencadear uma série de reações capaz de prejudicar o funcionamento normal do corpo.
A doença periodontal já foi ligada à doenças cardíacas, diabetes tipo 2, e aborto, além de baixa qualidade do esperma em homens.
Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Dentaduras Públicas.

Voltando para casa, ouvi na "Voz do Brasil" que 69% da população adulta do país precisa de próteses dentárias e que o Governo Federal através do projeto Brasil Sorridente, instalará Laboratórios de Próteses públicos para atender a demanda de desdentados. O "pontapé inicial" será a implantação no interior da Bahia, região extremamente carente deste serviço.
Torço para a ideia render frutos, mas com tanta verba indo embora para construção de estádios para a Copa de 2014, obras eleitoreiras e para pagamentos de mordomias de Ministros ( o último deles, pagava a governanta com o dindim da Câmara dos Deputados), acho que o projeto não sai do papel.


Abs.

domingo, 11 de setembro de 2011

Estudo usa células-tronco de dentes de leite para reconstruir córnea

 Testes com coelhos sinalizam sucesso em humanos que perderam a visão.

Por enquanto, alguns coelhos são os únicos pacientes privilegiados com o experimento. Mas novos avanços com humanos, em uma pesquisa pioneira no mundo com células-tronco de dentes de leite para reconstrução de córnea, estão sendo alcançados no Instituto Butantan — que completou em janeiro 110 anos — e na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os animais receberam aplicações das células dentárias na região límbica e recuperaram a visão. O projeto começou há seis anos nos laboratórios do Butantan, ainda de forma tímida.
O limbo ocular (aqui, a palavra ganha conotação de vida, em vez dos significados bíblicos negativos de algo colocado ‘à margem’, de ‘esquecimento’, de ‘indiferença’) é uma espécie de fonte de renovação de tecidos fundamentais para a córnea produzir a visão. “Mas quando a região límbica é afetada por um trauma ou uma doença, a córnea perde a capacidade de regeneração e se torna opaca, comprometendo a visão”, explica autora do projeto, a biomédica Bábyla Geraldes Monteiro, do Butantan.
“Quando o problema afeta apenas um dos olhos, é possível retirar células límbicas do olho saudável do próprio paciente para transplante”, explica o oftalmologista da Unifesp José Álvaro Pereira Gomes, coautor do estudo. “Mas, quando os dois olhos são afetados, a única opção hoje é recorrer a um doador, e sempre há risco de rejeição. Com as células-tronco de dentes de leite, esse risco é muito menor”, diz Bábyla.
Com a nova tecnologia, não será necessário recorrer a doadores de córnea nem o paciente estará exposto à rejeição do órgão. Além disso, não precisará regular o tratamento com o uso de imunossupressores. “As células-tronco de polpas de dentes de leite possuem alto potencial de diferenciação, semelhantes às embrionárias, e não provocam rejeição”, atesta a biomédica do Butantan. Segundo a pesquisadora, esse tipo de célula não causa rejeição porque não possui em sua membrana as proteínas necessárias para que as células de defesa do organismo iniciem uma resposta imunológica.
“Cobaia” humana
No começo da pesquisa, os coelhos foram submetidos a danos induzidos na órbita ocular com lesões corneanas, mas, em seguida — de duas a três semanas após o experimento —, voltaram a enxergar. Quando sofreram as lesões, eles procuravam ficar em apenas um dos lados das gaiolas, como se buscassem a luz. Em seguida, com o êxito do implante, eles passaram a se locomover aleatoriamente pelo ambiente.

Cobaias
“Depois de várias etapas do projeto, vimos que pessoas que sofreram lesões na região límbica (espaço que fica entre a parte colorida e a parte branca do globo ocular) por traumas, queimaduras térmicas ou químicas, também poderiam ser tratadas com sucesso”, explica Bábyla Monteiro, numa referência ao caso de uma mulher, cujo nome ainda é mantido em sigilo, que se submeteu a uma reconstrução de córnea com células-tronco de dentes de leite.
A paciente está reagindo bem, recuperou a visão parcialmente, mas ainda não se pode falar em resultados clínicos positivos definitivos, ressaltam médicos da Unifesp que fizeram a cirurgia de recuperação da córnea na primeira ‘cobaia’, em setembro do ano passado. “Temos de esperar alguns meses”, avalia Pereira Gomes, que fez a reconstrução de córnea com célula-tronco. “Ela está sendo devidamente acompanhada para sabermos avaliar melhor os resultados do procedimento”, acrescenta.
Embora otimista com os resultados iniciais, o médico comenta que o assunto exige o máximo de cautela para não provocar esperanças vãs em outros pacientes. “O projeto é real, tem tudo para dar certo, mas não sabemos muita coisa, por exemplo, sobre a durabilidade do processo”, pondera. Provavelmente, pensa Bábyla, antes de agosto deste ano os resultados clínicos tão esperados pela equipe do Butantan e da Unifesp serão divulgados. Outros 25 pacientes que foram selecionados em agosto do ano passado já se submeteram ao trabalho de reconstrução de córnea.
Força e tradição
Criado em 1901, o Instituto Butantan é um dos maiores centros de pesquisa biológica e médica do mundo. É responsável por mais de 80% de soros e vacinas para uso profilático e curativo produzidos no Brasil. Somente em 2010, o instituto produziu 160 milhões de doses de soros e vacinas. Dentre elas, as da gripe A, de hepatite B e 13 tipos de soro. O instituto completou 110 anos em 23 de fevereiro, que serão celebrados com a construção de um novo e moderno Prédio de Coleções. O antigo foi destruído em um incêndio em maio de 2010 e abrigava a maior coleção de répteis do mundo.
Fonte: Correio Braziliense

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A aparência impede o progresso.

" Desempenho fora do comum não basta. Para conquistar uma promoção, é preciso estar com a aparência em dia. Uma pesquisa do CareerBuilder, site americano de empregos, lista as 11 características pessoais que mais barram o avanço da carreira:"

Piercing-------------------37%
Mau Halito----------------31%
Tatuagem visível-----------31%
Cabelo despenteado-------29%
Roupa muito casual--------28%
Excesso de perfume-------26%
Excesso de maquiagem-----22%
escritório bagunçado--------19%
Unha mordida---------------10%
Excesso de bronzeado-------4%


Fonte: VocêS/A edição Agosto de 2011.



quarta-feira, 29 de junho de 2011

Botox na Odontologia.



 A toxina botulínica-mais conhecida pelo seu nome comercial, o Botox-é famosa pelo seu uso estético na redução das rugas e na minização das marcas de expressão. Porém, poucos sabem que essa toxina pode ter um importante uso terapêutico no tratamento de doenças caracterizadas pelo excesso de contração muscular. Na odontologia em particular, a aplicação tem se mostrado alternativa eficaz no controle de disfunções mandibulares e na correção estética da exposição gengival acentuada. Com isso, o uso desta substancia tem crescido nos consultórios odontológicos brasileiros. Mas, o cirurgião-dentista, tem legitimidade técnica e ética para aplicar a toxina botulínica em alguns tratamentos odontológicos?
A Toxina é produzida pela bactéria clostridium botulinum e possui sete formas distintas que vão do A até o G, sendo o A o mais comumente usado por suas propriedades terapêuticas. Essa substância, quando injetada no músculo, bloqueia a liberação de acetilcolina, responsável pela contração, provocando o relaxamento muscular e, por consequência a diminuição da dor.Esse alívio é apenas temporário. Em Odontologia, suas aplicações são para os casos de bruxismo, disfunção temporo-mandibular, sialorréia, assimetria do sorriso, exposição gengival. 
O Conselho Federal de Odontologia ( CFO), acentua que, desde que devidamente capacitado e habilitado, possui plenas condições de fazer uso da BTX- Tipo A nos casos acima  citados. Mas adverte que " o cirurgião-dentista não pode aplicar esta substância para fins estéticos, pois este tipo de procedimento não se enquadra na área de atuação permitida a essa profissão."

Fonte: Jornal do CFO Mai-Jun de 2011.

domingo, 12 de junho de 2011

O Pai do palito de dentes.

É comum o uso de palito de dentes em nossa cultura. Em qualquer "birosca" ou restaurante chiquerérrimo, após a refeição, vemos alguém disfarçadamente, dando uma cutucada entre os dentes, retirando as sobrinhas que podem aparecer num sorriso largo. Mas, de onde veio esta engenhoca e há quanto tempo existe?
Vamos então contar a história de acordo com dois sites visitados:
"A necessidade de manter os dentes limpos e livres de fiapos, levou a humanidade a passar maior parte de sua história se virando com gravetos, lascas de ossos, espinhos, lascas de bambu, entre outros objetos.

De acordo pesquisas históricas o primeiro registro documentando do uso do palito estão nos mosteiros, as administradoras registravam em documento quantidade e quanto elas gastavam com o uso dos palitos para a higiene bucal e para decorar os bolos e os doces, a madeira utilizada era o salgueiro, depois passou a utilizar-se também o choupo.
Os primeiros palitos eram feitos de metais, e foram encontrados palitos de bronze nos túmulos pré-históricos ao norte da Itália,nos Alpes e na Mesopotâmia. No século XVII, os palitos eram preciosos ,portanto objetos de luxo e considerados artigo de joalheria, já que grande maioria eram feitos de ouro e prata enfeitados com pedra preciosa".
( Blog: fazendodiferenca.blogspot.com).

"No Brasil, por volta do século XIX, utilizavam-se palitos de salgueiro.
A escova de dente, apesar de existir, não era tão difundida. Observando a necessidade da higiene bucal, o norte-americano Charles Forster buscou planejar algo que facilitasse a higiene dos dentes expelindo os resíduos que se prendiam entre os mesmos. Na décadas de 1840 e 1850, Forster esteve no Brasil, para ajudar nos negócios de um tio que vendia móveis.
Forster, em Pernambuco, encantou-se com a beleza dos dentes das mulheres brasileiras que usavam palitos de salgueiro. De volta aos EUA, contratou um inventor de máquinas que possibilitasse a criação de um equipamento de produção de lascas de madeiras.
Em 1870, já produzia mais de 1 milhão de palitos de dentes por dia com qualidade e ótimos custos, mas ainda encontrava dificuldades para encontrar o seu público. A solução para propagar o seu invento e criar o hábito do uso do palito de dente, Charles Forster encontrou na idéia de contratar jovens para almoçar em restaurantes de Boston e no fim da refeição exigir um palitinho de dente.
Dias depois da encenação “publicitária”, se assim podemos dizer, Forster visitava os mesmos restaurantes munido de seus produtos que logo eram adquiridos para serem ofertados aos clientes do estabelecimento. A tática deu certo, as vendas aumentaram e já estava instituída a necessidade do “palitinho de dente”.
Charles Forster faleceu em 1901, milionário e deixando o filho Maurice como herdeiro do negócio que se tornou rentável em escala mundial. Em 1992, a empresa se fundiu com outro grupo empresarial e atualmente pertence à marca Jarden".( www.infoescola.com).

História antiga e interessante, mas, o uso de palitos é um péssimo hábito, por regras de etiqueta em alguns restaurantes e para as gengivas. Esses palitos podem machucar a gengiva ao serem inseridos entre os dentes, provocando ferimentos. Podem se quebrar e ficar retidos dentro da gengiva entre os dentes, provocando dores, sangramentos e feridas. Alguns podem remover restaurações!
Tem gente que sai do almoço com o palito na boca, jogando-o de um lado para outro, outros levam um de sobressalente atrás da orelha.
Sou desconfiado com palitos de dentes, pois, sempre que vejo o potinho deles em cima da mesa, fico pensando se algum engraçadinho não devolveu um usado ali. Eca!!!
Por estas e outras, sou a favor do fio dental. Tem lugar que disponibiliza o fiozinho milagoso para seus clientes. Uma vez fui em uma churrascaria em Campinas-SP, que tinha um rolão de fio dental no banheiro. Agora, por via das dúvidas, leve  seu. Compre aquelas embalagens de bolso e leve com você. Além de estar se prevenindo de acidentes com o palitinho, sua higiene dental será mais eficaz.

Abs.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Câncer de boca causado por sexo oral avança no Brasil



Em uma década, dispararam no país os casos de câncer de boca e orofaringe relacionados à infecção por HPV (papilomavírus humano), transmitidos por sexo oral.
O índice de tumores provocados pelo vírus é três vezes superior ao registrado no fim da década de 1990. Não há um aumento do número total de casos, mas sim uma mudança no perfil da doença.
Antes, cânceres de boca e da orofaringe (região atrás da língua, o palato e as amígdalas) afetavam homens acima de 50 anos, tabagistas e/ou alcoólatras.
Hoje, atingem os mais jovens (entre 30 e 45 anos), que não fumam e nem bebem em excesso, mas praticam sexo oral desprotegido.
Uma recente análise publicada no periódico "International Journal of Epidemiology" mostra que, quanto maior o número de parceiras com as quais pratica sexo oral e quanto mais precoce for o início da vida sexual, mais risco o homem terá de desenvolver câncer causado pelo HPV.
Mais casos
No Hospital A.C. Camargo, em São Paulo, 80% dos tumores de orofaringe têm associação com o papilomavírus. Há dez anos, essa associação existia em 25% dos casos.
O HPV já está presente em 32% dos tumores de boca em pacientes abaixo dos 45 anos "antes, o índice era de 5%. Por ano, o hospital atende 160 casos desses tumores.
"O aumento dos tumores por HPV é real, e não porque houve melhora do diagnóstico. Os casos relacionados ao tabaco vêm caindo, mas o HPV está ocupando o lugar", diz o cirurgião Luiz Paulo Kowalski, do A.C. Camargo.
No Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), 60% dos 96 casos de câncer de orofaringe atendidos em 2010 tinham relação com o HPV. As mulheres respondem por 20% dos casos.
"Começa-se a notar um maior número de mulheres com esse câncer, por causa do sexo oral desprotegido", diz o oncologista Gilberto de Castro Júnior, do Icesp.
No Hospital de Câncer de Barretos, no interior paulista, casos ligados ao HPV respondem por 30% dos cânceres da orofaringe, um aumento de 50% em relação à década passada, segundo o cirurgião André Lopes Carvalho.
"A maioria dos nossos pacientes tem o perfil clássico, de homens mais velhos que bebem e fumam. Mas estamos percebendo uma virada." O Inca (Instituto Nacional de Câncer) desenvolve seu primeiro estudo sobre o impacto do HPV nos tumores orais. Segundo o cirurgião Fernando Dias, coordenador da área de cabeça e pescoço do instituto, o HPV de subtipo 16 é o que mais provoca câncer da orofaringe.
"O HPV está criando um novo grupo de pacientes. Por isso, é preciso reforçar a necessidade de fazer sexo oral com preservativo." O Inca estima que, por ano, o país registre 14 mil novos casos de câncer de boca.
Segundo os especialistas, a boa notícia é que os tumores de orofaringe relacionados ao HPV têm um melhor prognóstico em relação àqueles provocados pelo fumo.
Paulo Kowalski afirma que eles respondem melhor à quimioterapia e à radioterapia e, muitas vezes, não há necessidade de cirurgia.
Vacina
A vacina contra o HPV não é aprovada para homens no Brasil. Nos EUA, onde foi liberada, a imunização masculina não protege contra o HPV 16, o tipo que mais causa câncer de boca e de orofaringe.
No Brasil, só mulheres entre 9 e 26 anos têm indicação para a vacina contra quatro tipos de HPV, entre eles o 16. Mas a imunização só existe na rede privada, ao custo médio de R$ 900.
Fonte: Folha de SP