domingo, 23 de janeiro de 2011

Ô Barulhinho ruim sô!


Quase todos os dias escuto os desabafos dos pacientes quanto ao medo do motorzinho  o pânico e as lembranças ruins que esse amigo inseparável do dentista causa na vida deles. Outro dia até brinquei dizendo que consulta odontológica sem motorzinho não é "aquela consulta"!
Imagino que ninguém ainda inventou um motorzinho silencioso. Na verdade o motorzinho tem nome: Caneta de alta rotação. É nela que encaixamos a broca e, ao pisarmos no pedal, acionamos o ar comprimido que vaio circular dentro dela, fazendo girar um sistema de mini rolamentos que dão uma velocidade altíssima de rotação à broca, para podermos desgastar o esmalte dentário, que, diga-se de passagem é o tecido mais duro do corpo humano. O barulhinho é na verdade o rolamento girando pela pressão do ar. Creio eu que por isso é muito difícil um motorzinho silencioso ( sonho de consumo de pacientes e dentistas).
Confesso que tem dias que eu mesmo não aguento o barulho dela. Não sei se meus ouvidos ficam sensíveis no decorrer do dia, ou minha paciência vai minando, só sei que dá vontade de sair do consultório e comprar um protetor auricular e " socar" aquilo na orelha até o final do expediente.
Mas a novidade é que visitando o site da apcd ( Associação Paulista de Cirurgiões dentistas), me deparei com esta novidade:

Pesquisadores eliminam ruído das brocas


Pesquisadores britânicos desenvolveram um dispositivo que elimina o ruído das brocas dos Cirurgiões-Dentistas. De acordo com a pesquisa, a invenção pode ajudar as pessoas a superar o medo de ir ao Cirurgião-Dentista. O som da broca é uma das principais causas de ansiedade durante as visitas ao consultório.
O novo dispositivo permite que os pacientes escutem músicas em um tocador de MP3, e assim o som da broca é eliminado.
O dispositivo é semelhante aos fones de ouvido capazes de cancelar ruídos. Mas os pacientes ainda poderão ouvir a voz do Cirurgião-Dentista, porque nem todos os sons ambientes serão filtrados.
Os pesquisadores notaram que não seria suficiente apenas reduzir o ruído da broca, mas teriam de eliminá-lo completamente. A questão principal do projeto era conseguir que o paciente pudesse escutar o Cirurgião-Dentista.
Segundo o estudo, o dispositivo transforma os sons do consultório do Cirurgião-Dentista em um sinal digital. Um chip especial chamado de processador digital de sinais analisa os sons captados por um microfone instalado perto da broca dental.
Ele produz uma onda sonora invertida para neutralizar o ruído no sinal transmitido pelo fone de ouvido.
O dispositivo foi desenvolvido por especialistas do King’s Colllege London, da Brunel University e da London SouthBank University, a partir de uma ideia do professor Brian Millar, do Instituto Dentário do King’s College.
A equipe de pesquisadores agora está procurando investidores para tentar tornar o dispositivo disponível comercialmente.

Fonte: BBC Brasil

13 de janeiro de 2011


Agora é saber se essa invenção é "cabível" nos nossos bolsos. Pelo que entendi o paciente fica numa boa, mas o dentista...


Abs.




quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Impressões de uma tarde de verão.

Hoje a chuva deu uma trégua aqui na capital de todos os mineiros e com uma noite de temperatura agradável e estrelada fui guardar o carro e vi os adolescentes animados no portão do vizinho tocando violão. Outros desciam a rua em alta velocidade em suas bicicletas e já em casa, vejo minha filha de 10 meses e quatro dentinhos se arriscando a engatinhar no piso da sala.


O que isso tem a ver com dentista?

Bem, o período é de férias...

Todo mundo joga bola, corre, anda de bike, skate e os riscos de trauma dental são enormes. Até minha filha tem risco de trauma dental já na tenra idade,afinal, uma “topada” de boca na cerâmica é um risco enorme.

Existem vários tipos de trauma que vão desde intrusão, fratura de coroa, de raiz e até avulsão dentária. Depois até descrevo com maiores detalhes cada uma delas ao prezado leitor.

No mais, os esportes devem ser praticados, a vida deve ser vivida com plenitude, as coisas devem ser descobertas, mas com todos os cuidados para se evitarem acidentes e abreviamento dos prazeres.




Abs.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Faltam Próteses dentárias no país.

Reportagem assinada pela Jornalista Carolina Khodr, no Jornal Estado de Minas de hoje diz que mais de sete milhões de brasileiros precisam de dentadura e mesmo com o investimento de R$ 600 milhões destinado ao programa de Governo para saúde Bucal em 2010, o Ministério da Saúde admitiu que não tem condições de atender essa demanda. A pesquisa Nacional de saúde Bucal mostra que 38% da população entre 65 e 74 anos precisa de próteses totais para a arcada dentária e os laboratórios públicos têm capacidade para produzir apenas cerca de 500 mil unidades por ano.


O Ministro da saúde José Gomes Temporão reconhece o problema e diz que há a pretensão de ampliar a quantidade de laboratórios e espera que os municípios façam convênios com instituições privadas para resolver a demanda.

O problema é que o Ministro deixa o cargo daqui a alguns dias...



abs.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Férias, criança e dentista.



Estou aqui aguardando o próximo paciente chegar e ouço conversa de criança no corredor do meu andar. Isso me lembra Férias...


E falando em férias, muitos pais aproveitam que os pequeninos estão em casa, doidos para dar uma saída e levam os filhos para uma visita ao dentista. Isso é ótimo, pois, serão avaliados, orientados quanto a melhor maneira de cuidar dos dentes, fazem tratamento e ganham brindes odontológicos. O dentista vai avaliar as trocas de dentes, se estão na época certa, se estão “nascendo” na posição correta ou se é preciso usar aparelho ortodôntico.

Agora, se o pais estiverem tratando e os filhos não, um detalhe que deve ser observado e algumas dicas:

Não levem suas crianças ao consultório como suas companhias, explico o porque:

1- Criança não tem paciência: a consulta sendo demorada, a criançada começa a reclamar com os pais, que em geral estão de boca aberta e não podem dizer nada , que querem ir embora, estão cansadas, com sede, com fome , com sono...

2- “O que você tá fazendo?” : Elas perguntam isso o tempo todo ao dentista, que, se tiver paciência explica tudinho, mas se não tiver....deixa o coitadinho sem as respostas.

3- “ prá que que é isso?” : não precisa comentar.

4- Crianças e copos descartáveis: elas adoram retirar toda hora um copinho descartável e tomar água mineral, jogar o copo fora, pegar outro copo, água...

5- Crianças e revistas: tem adulto que é sem educação e folheia uma revista parecendo que vai rasgá-la, quando não arranca uma página de um assunto que é do seu interesse e deixa o destroço na salinha de espera. Algumas crianças adoram rasgar revistas, escrever nas mesmas, amassar jornal.

6- Visão e trauma: Pais que deixam os filhos verem o que está sendo feito na boca, podem ter filhos que entenderão bem que aquilo é para o bem do papai , ou criarão traumas e medos nos pequeninos. Imagine seu filho assistindo sua extração de ciso incluso?



Lógico que tudo isso acontece com pais que não orientam seus filhos, vêem às consultas só com as crianças e não trazem ninguém para ficar com elas enquanto trata, o que obriga o filho(a) e entrar para dentro do consultório, uma vez que deixar crianças sozinhas em salas de espera é um perigo hoje em dia e a secretária do dentista não tem formação de Babá,a não que seja num Odontopediatra e olhe lá.



Abs.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Ser Dentista é....

Todos os profissionais carregam sua "cruz" nas respectivas profissões. Na Odontologia não é diferente. Carrego os "Louros" das conquistas, mas, colhos os insucessos algumas vezes, passo raivas, mas, ao final, o saldo é positivo, pois, gosto do que faço e isso ajuda muito na caminhada.
Então, para mostrar a vida de um dentista, recebi este texto em meu E-mail que retrata a dura labuta dos Odontólogos.

SER DENTISTA É...



Ser Dentista é ... permanecer sério, enquanto o paciente se debate como uma tartaruga virada, ao tentar levantar para cuspir.


Ser Dentista é ... ouvir o paciente dizer com a cara mais lambida que o braquete quebrou enquanto ele tomava sopa.


Ser Dentista é ... remover do meio dos dentes de alguns pacientes, carne suficiente para acabar com a fome na África.


Ser Dentista é ... ver o paciente, até babando de tão anestesiado, dizer que a anestesia não pegou.


Ser Dentista é ... poder falar para uma pessoa que ela tem mau hálito, sem que ela se ofenda.


Ser Dentista é ... gastar meia hora explicando, de novo, o porque da dentadura inferior não estar firme como a superior.


Ser Dentista é ... levar susto com a ânsia de vômito que aquele paciente tem, sempre que o espelho clínico toca o céu da boca.


Ser Dentista é ... tirar aquela dentadura que não é escovada há mais de seis meses da boca do paciente e ainda ter estômago para almoçar depois.


Ser Dentista é ... aturar o filho daquela paciente que insiste em vir junto nas consultas e, enquanto espera, consegue destruir todas as revistas da recepção.


Ser Dentista é ... dar o preço para extrair um dente que parecia ser simples, gastar duas horas para conseguir, e ser obrigado a manter o valor combinado.


Ser Dentista é ... acordar de madrugada para tirar a dor daquele paciente que está enrolando para te pagar o término do tratamento há três anos.


Ser Dentista é ... estar no mercado, na fila do açougue, e ser abordado por um conhecido, que já abrindo a boca, te pede para dar uma olhadinha pra ver se o dente do "cisne" está nascendo.


Ser Dentista é ... ver todos os jornais homenageando no dia 18 de outubro os médicos pelo seu dia, e uma semana depois anunciando que dia 25 de Outubro é o dia do macarrão...


Texto recebido de Antônio Inácio Ribeiro, e de autoria do Dr. Enrique Jimenez.
Abs.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Uma cadeira, várias histórias!

É impressionante como as cadeiras de dentistas se tornam verdadeiros divãs. É só nosso paciente ter um pouco de intimidade com o profissional e se sentir “em casa”, que abre sua vida no consultório.

Lógico que por questões éticas e de bom senso, não espalho o que ouço nem palpito nos problemas e questionamentos das várias situações da vida de cada paciente meu. Cada um com seus problemas , como já diz o ditado: “ se conselho fosse bom, não se dava, se vendia”.

Mas o que importa é conversar. Uma boa conversa dissipa a tensão inicial a um procedimento e faz o paciente se sentir bem acolhido. Como tenho clientes antigos e muitos de uma mesma família, não é raro eu saber detalhes da vida de cada membro, mas repito, NÃO ESPALHO NADA POR AÍ.

Creio que isso se deva à vontade de desabafar, isso mesmo, botar para fora nossas ansiedades, problemas que afligem nossa alma lá no fundo e que naquele momento entre uma pausa e outra ou na espera para a anestesia fazer efeito, os desabafos e problemas pessoais são colocados para fora, no “colo” e nos ouvidos do dentista.

Já fiz terapia, mas não me deitei em divã. A coisa transcorria assentado à mesa, cara a cara com a psicóloga, que fumava enquanto me ouvia e depois de uma tragada longa e prazerosa ( para ela, é claro), me orientava ou dava dicas de como eu deveria viver no meu caos. O consultório odontológico cada vez mais se torna aconchegante para uma “terapia”. Cadeirinha boa, musiquinha ambiente, óculos para cortar a luz do refletor, ar condicionado e um dentista que trabalha sozinho, louco para ter alguém para bater um papo. Sim, meus leitores, dentista gosta de bater um papo. Afinal, ficamos o dia todo sozinhos num cubículo entre aparelhos e barulhos de caneta de alta rotação e compressor. Às vezes um bate papo com a secretária.

Às vezes penso que dentista deveria ter formação de psicólogo, pois, já aconteceu comigo, de o paciente assentar, a secretária colocar o babador e o camarada falar,falar, falar, falar, falar.....até a hora da consulta acabar. E eu não fiz nada no sujeito. Rendeu para ele,mas para mim nada. Se eu fosse psicólogo também, eu ganharia por tê-lo ouvido.


abs.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Sabedoria das Abelhas.

Em reportagem publicada hoje no ESTADO DE MINAS, assinada pela jornalista Nayara Menezes, o própolis, eficiente antibiótico natural produzido pelas abelhas, se mostra cada vez mais um parceiro no tratamento de infecções. Desta vez uma pesquisa feita pela Fundação Ezequiel Dias ( FUNED), em Belo Horizonte,descobriu outra aplicação para a substância: a prevenção e tratamento de doenças inflamatórias da boca, como gengivite, mucosite e candidíase. O grupo coordenado pela bióloga Esther Margarida Bastos, desenvolveu um gel bucal e um enxaguatório antisséptico à base de própolis verde, um dos 13 tipos existentes no Brasil, que poderão ser disponibilizados em breve no Sistema Único de Saúde (SUS). Outra novidade é que este será o primeiro enxaguatório antisséptico produzido no Brasil, já que todos existentes hoje no mercado são fabricados por empresas multinacionais.


Outra pesquisa feita pela FUNED é o uso do própolis no tratamento de candidíase atrófica crônica, doença comum em pessoas que usam dentaduras. “ A maiorias dos pacientes tem dificuldades em higienizar as dentaduras e muitos dormem com ela, o que provoca a proliferação dos micro-organismos e causa a enfermidade”, explica Esther Bastos. O tratamento convencional é feito com medicamentos baseados em Miconazol, um efeito ativo que costuma gerar efeitos colaterais adversos, segundo a bióloga. Os 30 pacientes que participaram dos testes usaram o gel à base de própolis durante 10 dias e o medicamento se mostrou altamente eficaz. Além de não apresentar efeitos colaterais O gel à base de própolis também tem o preço inferior ao medicamento convencinal.



Origem do própolis verde:

O alecrim do campo, quando atacado por insetos produz uma resina que serve de proteção a esse ataque. As abelhas retiram parte dessa resina, que em contato com uma cera, produzida na saliva da abelha resulta na própolis verde. A substância é usada pelas abelhas como material para vedação da entrada das colméias contra a entrada de luz e umidade. Outra aplicação é no cobrimento de insetos mortos que elas não conseguem retirar de dentro das colméias, assim, evitam a putrefação e omau cheiro. Registros antigos mostram que os Egípcios já usavam a própolis para embalsamar suas Múmias.



Mais uma vez, parabéns aos pesquisadores que dedicam suas vidas ao estudo de produtos que trazem tamanho benefício à nossa sociedade. É uma pena que não sejam tão bem remunerados para isso.
 
abs